1 de outubro – Dia do Vegetarianismo.

Outubro 1, 2009

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Não sei quanto à vocês, leitores, mas a mim a comemoração se faz presente de forma tímida. Mesmo tendo uma percepção positiva nas mudanças pra um mundo livre de crueldade, ao ver  um olhar de qualquer animal à sofrer,  sei que para ele tudo está longe de acabar, e assim para mim também está.


A tal gripe A

Agosto 12, 2009

Esse post é baseado na seguinte premissa:  “Odeia a mídia? Seja  a mídia”

E a justificativa pra isso é que dessa vez as coisas estão indo num ritmo absurdo. Não sei se até hoje em minha vida vi algo assim acontecer,  as pessoas, de fato, estão usando máscaras sem a necessidade, estão evitando se tocar, puxando papo no elevador sobre isso, lavando a mão com álcool, evitando escutar outros “problemas”. O mundo não tem outras doenças mais, não morre gente assassinada todo dia em todo canto, enfim. Já fiz um post sobre a gripe suína (nome que poderia ser abolido, porque porcos não criam vírus) há um bom tempo atrás, e de lá pra cá, as coisas só ficaram piores. Por isso, resolvi juntar alguns artigos e vídeos pra que talvez possamos ao menos parar de reproduzir só as besteiras que a grande mídia nos passa diariamente e pensarmos de forma mais racional e  ‘individual’ (ver ultimo vídeo).

Artigos:

- Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismo (clique aqui).

e alguns relatando o óbvio:

- Indústria farmacêutica lucra com medicamentos contra gripe suína  (clique aqui).

- Gripe suína dá novo estímulo à indústria farmacêutica  (clique aqui).

- Brasil triplica distribuição de remédio contra a gripe suína (clique aqui).

Vídeos:

Aqui um médico fala sobre como o vírus foi criado em laboratório juntamente com outros que já saíram de moda, como o da gripe “aviária”. Que a indústria farmacêutica vive de doenças, todo mundo já sabe, mas mesmo assim tem alguns dados interessantes.

“operação pandemia” – mais alguns dados interessantes e colocados de forma prática.

“humanos são como ovelhas” – esse vídeo é ótimo, é perfeito pra refletirmos sobre essa perpetuação eterna de qualquer coisa que vemos.

De toda forma, mais uma vez eu sinto em ver a coisa com negatividade, mas é só isso que me vem à cabeça no momento. Trouxe aqui algumas coisas que nos fazem pensar e/ou pelo menos interpretar de outra forma sobre esse caso específico, mas isso nunca será o bastante.  Não sou da idéia que toda essa coisa deve ser ignorada e não devemos nos preocupar ao menos um pouco com isso. Mas o que mais importa, na minha visão, é que não adianta nada sairmos vivos dessa e irmos para outra como se nada tivesse acontecido. Precisamos somar os acontecimentos, os fatos que vão construindo nosso mundo.  Temos que fazer um esforço sim por uma educação verdadeira, pra que tenhamos um pensamento (e um mundo)  livre do mercado.  Consegue enxergar? Nós somos mercadorias (cobaias, etc) uns dos outros  e parece que poucos são os que se preocupam que as coisas voltam-se à nós mesmos ou recaem sobre nossos semelhantes.

Que mundo maluco. Chega por hoje.


Quem não entende…

Agosto 11, 2009

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“Quem não entende um olhar, muito menos entenderá uma longa explicação.”

(provérbio árabe)

*foto da frente de combate à um incêndio na Austrália no começo desse ano.


Epidemias pela prática.

Maio 20, 2009

Temos um novo vírus, uma nova doença mundial, um novo alerta, novas políticas, novas mentiras, etc etc. Vemos nesse cenário algo que translada a barreira que a ciência explica, mas obviamente a grande mídia trata o assunto como algo científico e somente científico, ou seja: “População, vocês não entendem nada, e nem tentem, só se cuidem.”

É deixado de lado as origens, as verdadeiras causas, os lucros e as ideologias de cada nova epidemia que nos chega enlatada com um nome, um endereço e uma simples causa. “Assim vocês se concentram apenas no problema”, diz a  mídia corporativista.

O vídeo a seguir simboliza uma breve noção do que é a industria da carne hoje e a representatividade dela no que diz respeito à destruição ambiental, ecológica, consumo desenfreado, etc. Não é recomendado para quem não quer ver cenas fortes.

A notícia é que o governo Egípcio autorizou a matança de 250 mil porcos (algumas fontes dizem que o numero passou de 350 mil) sob a justificativa de estarem infectados. Alguém pensou em alguma relação com preço da carne?

“Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos.”
Pythagoras


Perspectivas sociais.

Abril 29, 2009

Existe uma velha crítica à quem defende a causa animal com o argumento de que ‘nós’ não nos importamos com os problemas humanos, ou os deixamos em segundo plano. É comum que pessoas tenham dificuldades de entender as relações que o veganismo expõe com as áreas sociais quando não se estuda a fundo toda a representação da ação que há. Além disso, muitos libertários  ainda veem o veganismo como apenas uma opção individual e/ou apenas mais uma prateleira em supermercados, ou ainda, como algo restrito a grupos fechados, etc.  Acerca desse tema, recomendo um ensaio chamado: “Libertação Animal e Revolução Social – uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista da veganismo” de Brian A. Dominik.

O material está disponivel nesse site: http://discordia.no.sapo.pt/lars.html em formato PDF.


“Cada um tem um montante limitado de tempo e energia, e o tempo aplicado no trabalho ativo para uma causa reduz o tempo disponível para outra causa; mas não existe nada que impeça aqueles que dão o seu tempo e energia aos problemas humanos, de se juntarem ao boicote da indústria da crueldade. Não demora mais tempo ser vegetariano do que comer carne (…). Quando os não-vegetarianos dizem: ‘os problemas humanos vem primeiro’, eu não posso deixar de perguntar sobre exatamente o que é que eles fazem pelos humanos que os obriga a continuar a suportar o desperdício e a falta de compaixão presentes na criação intensiva de animais”

Peter Singer em Libertação Animal.

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Desventurada família humana

Março 12, 2009

” (…) Entre as coisas do Ceilão que me relembro inclui-se uma grande caçada de elefantes.

Os elefantes tinham se propagado em excesso em um determinado distrito e incursionavam danificando casas e plantações. Por mais de um mês ao longo de um grande rio os camponeses – com fogo, com fogueiras e tantãs – foram agrupando os rebanhos selvagens e impelindo-os até um recanto da selva. De noite e de dia as fogueiras e o som inquietavam as grandes gestas que se moviam como um rio lento até o noroeste da ilha.

O kraal estava preparado para aquele dia. As paliçadas obstruíam uma parte do bosque. Por um corredor estreito vi o primeiro elefante que entrou e se sentiu cercado. Já era tarde. Avançavam centenas mais pelo estreito corredor sem saída. O imenso rebanho de cerca de quinhentos elefantes não pôde avançar nem retroceder.

Os machos mais poderosos dirigiram-se para as paliçadas tentando derrubá-las, mas atrás delas surgiram lanças inumeráveis que os detiveram. Recuaram então para o centro do recinto, decididos a proteger as fêmeas e os filhotes. Era comovedora sua defesa e sua organização. Lançavam um chamado angustioso, espécie de relincho ou trombetada, e em seu desespero arrancavam pela raiz as árvores mais fracas.

Súbito, cavalgando dois grandes elefantes domesticados, entraram os domadores. A parelha domesticada atuava como policiais vulgares. Colocavam-se às costas do animal prisioneiro, golpeavam-no com as trombas e ajudavam a reduzi-lo à imobilidade. Os caçadores então amarravam-lhe uma pata traseira com cordas grossas a uma árvore vigorosa. Um por um foram submetidos dessa maneira.

O elefante prisioneiro recusa o alimento por muitos dias. Mas os caçadores conhecem suas fraquezas. Deixam-no jejuar algum tempo e logo lhes trazem brotos e grelos de seus arbustos favoritos, desses que, quando estavam em liberdade, procuravam através de longas viagens pela selva.  Finalmente o elefante se decide a comer. Já está domesticado. Já começa a aprender seus trabalhos pesados. “

Pablo Neruda em “Confesso que vivi”.


Circo sem animal valoriza a arte

Março 9, 2009

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Ele simplesmente NÃO merece isso.

Não basta apenas não irmos ou não participarmos.  É preciso que haja uma comunicação de forma que crie soluções e mudanças para que um animal não seja considerado uma “diversão” para uma platéia. Boicotar e lutar para proibir circos com animais de forma regional e global é  a primeira coisa à ser feita, é a urgência. Mas também é preciso mudar o que pensam criadores, o que pensa a platéia, porque apenas proibir não resolve. As coisas voltam, leis não são absolutas, jamais serão.

É preciso pensarmos num veganismo que caminha junto com luta social, com melhoria de vida humana em todos os sentidos. Precisamos disso para que  ignorâncias nossas não se voltem para nossos irmãos. Enquanto o ser humano for precário em suas relações uns com os outros, não teremos muito à conquistar.

Libertação Animal. Libertação Humana.


Pertencimento

Fevereiro 3, 2009

 

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“Não comer carne significa muito mais para mim que uma simples defesa do meu organismo; é um gesto simbólico da minha vontade de viver em harmonia com a natureza. O homem precisa de um novo tipo de relação com a natureza, uma relação que seja de integração em vez de domínio, uma relação de pertencer a ela em vez de possuí-la. Não comer carne simboliza respeito à vida universal.” (Pierre Weil)


Não são só elas

Novembro 19, 2008

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Não são só as vacas e os bois que morrem. A cada momento que não choramos, morremos juntos.

apatia humana


Uma Vida Interligada

Novembro 9, 2008

um ótimo vídeo sobre o que significa o poder de escolha vegan!