Existe uma velha crítica à quem defende a causa animal com o argumento de que ‘nós’ não nos importamos com os problemas humanos, ou os deixamos em segundo plano. É comum que pessoas tenham dificuldades de entender as relações que o veganismo expõe com as áreas sociais quando não se estuda a fundo toda a representação da ação que há. Além disso, muitos libertários ainda veem o veganismo como apenas uma opção individual e/ou apenas mais uma prateleira em supermercados, ou ainda, como algo restrito a grupos fechados, etc. Acerca desse tema, recomendo um ensaio chamado: “Libertação Animal e Revolução Social – uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista da veganismo” de Brian A. Dominik.
O material está disponivel nesse site: http://discordia.no.sapo.pt/lars.html em formato PDF.
“Cada um tem um montante limitado de tempo e energia, e o tempo aplicado no trabalho ativo para uma causa reduz o tempo disponível para outra causa; mas não existe nada que impeça aqueles que dão o seu tempo e energia aos problemas humanos, de se juntarem ao boicote da indústria da crueldade. Não demora mais tempo ser vegetariano do que comer carne (…). Quando os não-vegetarianos dizem: ‘os problemas humanos vem primeiro’, eu não posso deixar de perguntar sobre exatamente o que é que eles fazem pelos humanos que os obriga a continuar a suportar o desperdício e a falta de compaixão presentes na criação intensiva de animais”
Peter Singer em Libertação Animal.
