A tal gripe A

Agosto 12, 2009

Esse post é baseado na seguinte premissa:  “Odeia a mídia? Seja  a mídia”

E a justificativa pra isso é que dessa vez as coisas estão indo num ritmo absurdo. Não sei se até hoje em minha vida vi algo assim acontecer,  as pessoas, de fato, estão usando máscaras sem a necessidade, estão evitando se tocar, puxando papo no elevador sobre isso, lavando a mão com álcool, evitando escutar outros “problemas”. O mundo não tem outras doenças mais, não morre gente assassinada todo dia em todo canto, enfim. Já fiz um post sobre a gripe suína (nome que poderia ser abolido, porque porcos não criam vírus) há um bom tempo atrás, e de lá pra cá, as coisas só ficaram piores. Por isso, resolvi juntar alguns artigos e vídeos pra que talvez possamos ao menos parar de reproduzir só as besteiras que a grande mídia nos passa diariamente e pensarmos de forma mais racional e  ‘individual’ (ver ultimo vídeo).

Artigos:

- Grave mesmo é a epidemia de mau jornalismo (clique aqui).

e alguns relatando o óbvio:

- Indústria farmacêutica lucra com medicamentos contra gripe suína  (clique aqui).

- Gripe suína dá novo estímulo à indústria farmacêutica  (clique aqui).

- Brasil triplica distribuição de remédio contra a gripe suína (clique aqui).

Vídeos:

Aqui um médico fala sobre como o vírus foi criado em laboratório juntamente com outros que já saíram de moda, como o da gripe “aviária”. Que a indústria farmacêutica vive de doenças, todo mundo já sabe, mas mesmo assim tem alguns dados interessantes.

“operação pandemia” – mais alguns dados interessantes e colocados de forma prática.

“humanos são como ovelhas” – esse vídeo é ótimo, é perfeito pra refletirmos sobre essa perpetuação eterna de qualquer coisa que vemos.

De toda forma, mais uma vez eu sinto em ver a coisa com negatividade, mas é só isso que me vem à cabeça no momento. Trouxe aqui algumas coisas que nos fazem pensar e/ou pelo menos interpretar de outra forma sobre esse caso específico, mas isso nunca será o bastante.  Não sou da idéia que toda essa coisa deve ser ignorada e não devemos nos preocupar ao menos um pouco com isso. Mas o que mais importa, na minha visão, é que não adianta nada sairmos vivos dessa e irmos para outra como se nada tivesse acontecido. Precisamos somar os acontecimentos, os fatos que vão construindo nosso mundo.  Temos que fazer um esforço sim por uma educação verdadeira, pra que tenhamos um pensamento (e um mundo)  livre do mercado.  Consegue enxergar? Nós somos mercadorias (cobaias, etc) uns dos outros  e parece que poucos são os que se preocupam que as coisas voltam-se à nós mesmos ou recaem sobre nossos semelhantes.

Que mundo maluco. Chega por hoje.


Epidemias pela prática.

Maio 20, 2009

Temos um novo vírus, uma nova doença mundial, um novo alerta, novas políticas, novas mentiras, etc etc. Vemos nesse cenário algo que translada a barreira que a ciência explica, mas obviamente a grande mídia trata o assunto como algo científico e somente científico, ou seja: “População, vocês não entendem nada, e nem tentem, só se cuidem.”

É deixado de lado as origens, as verdadeiras causas, os lucros e as ideologias de cada nova epidemia que nos chega enlatada com um nome, um endereço e uma simples causa. “Assim vocês se concentram apenas no problema”, diz a  mídia corporativista.

O vídeo a seguir simboliza uma breve noção do que é a industria da carne hoje e a representatividade dela no que diz respeito à destruição ambiental, ecológica, consumo desenfreado, etc. Não é recomendado para quem não quer ver cenas fortes.

A notícia é que o governo Egípcio autorizou a matança de 250 mil porcos (algumas fontes dizem que o numero passou de 350 mil) sob a justificativa de estarem infectados. Alguém pensou em alguma relação com preço da carne?

“Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos.”
Pythagoras


Perspectivas sociais.

Abril 29, 2009

Existe uma velha crítica à quem defende a causa animal com o argumento de que ‘nós’ não nos importamos com os problemas humanos, ou os deixamos em segundo plano. É comum que pessoas tenham dificuldades de entender as relações que o veganismo expõe com as áreas sociais quando não se estuda a fundo toda a representação da ação que há. Além disso, muitos libertários  ainda veem o veganismo como apenas uma opção individual e/ou apenas mais uma prateleira em supermercados, ou ainda, como algo restrito a grupos fechados, etc.  Acerca desse tema, recomendo um ensaio chamado: “Libertação Animal e Revolução Social – uma perspectiva vegana do anarquismo ou uma perspectiva anarquista da veganismo” de Brian A. Dominik.

O material está disponivel nesse site: http://discordia.no.sapo.pt/lars.html em formato PDF.


“Cada um tem um montante limitado de tempo e energia, e o tempo aplicado no trabalho ativo para uma causa reduz o tempo disponível para outra causa; mas não existe nada que impeça aqueles que dão o seu tempo e energia aos problemas humanos, de se juntarem ao boicote da indústria da crueldade. Não demora mais tempo ser vegetariano do que comer carne (…). Quando os não-vegetarianos dizem: ‘os problemas humanos vem primeiro’, eu não posso deixar de perguntar sobre exatamente o que é que eles fazem pelos humanos que os obriga a continuar a suportar o desperdício e a falta de compaixão presentes na criação intensiva de animais”

Peter Singer em Libertação Animal.

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Desventurada família humana

Março 12, 2009

” (…) Entre as coisas do Ceilão que me relembro inclui-se uma grande caçada de elefantes.

Os elefantes tinham se propagado em excesso em um determinado distrito e incursionavam danificando casas e plantações. Por mais de um mês ao longo de um grande rio os camponeses – com fogo, com fogueiras e tantãs – foram agrupando os rebanhos selvagens e impelindo-os até um recanto da selva. De noite e de dia as fogueiras e o som inquietavam as grandes gestas que se moviam como um rio lento até o noroeste da ilha.

O kraal estava preparado para aquele dia. As paliçadas obstruíam uma parte do bosque. Por um corredor estreito vi o primeiro elefante que entrou e se sentiu cercado. Já era tarde. Avançavam centenas mais pelo estreito corredor sem saída. O imenso rebanho de cerca de quinhentos elefantes não pôde avançar nem retroceder.

Os machos mais poderosos dirigiram-se para as paliçadas tentando derrubá-las, mas atrás delas surgiram lanças inumeráveis que os detiveram. Recuaram então para o centro do recinto, decididos a proteger as fêmeas e os filhotes. Era comovedora sua defesa e sua organização. Lançavam um chamado angustioso, espécie de relincho ou trombetada, e em seu desespero arrancavam pela raiz as árvores mais fracas.

Súbito, cavalgando dois grandes elefantes domesticados, entraram os domadores. A parelha domesticada atuava como policiais vulgares. Colocavam-se às costas do animal prisioneiro, golpeavam-no com as trombas e ajudavam a reduzi-lo à imobilidade. Os caçadores então amarravam-lhe uma pata traseira com cordas grossas a uma árvore vigorosa. Um por um foram submetidos dessa maneira.

O elefante prisioneiro recusa o alimento por muitos dias. Mas os caçadores conhecem suas fraquezas. Deixam-no jejuar algum tempo e logo lhes trazem brotos e grelos de seus arbustos favoritos, desses que, quando estavam em liberdade, procuravam através de longas viagens pela selva.  Finalmente o elefante se decide a comer. Já está domesticado. Já começa a aprender seus trabalhos pesados. “

Pablo Neruda em “Confesso que vivi”.


Circo sem animal valoriza a arte

Março 9, 2009

circo-animal

Ele simplesmente NÃO merece isso.

Não basta apenas não irmos ou não participarmos.  É preciso que haja uma comunicação de forma que crie soluções e mudanças para que um animal não seja considerado uma “diversão” para uma platéia. Boicotar e lutar para proibir circos com animais de forma regional e global é  a primeira coisa à ser feita, é a urgência. Mas também é preciso mudar o que pensam criadores, o que pensa a platéia, porque apenas proibir não resolve. As coisas voltam, leis não são absolutas, jamais serão.

É preciso pensarmos num veganismo que caminha junto com luta social, com melhoria de vida humana em todos os sentidos. Precisamos disso para que  ignorâncias nossas não se voltem para nossos irmãos. Enquanto o ser humano for precário em suas relações uns com os outros, não teremos muito à conquistar.

Libertação Animal. Libertação Humana.


Porque o vegetarianismo é a chave principal para uma defesa eficiente das lutas em prol do meio ambiente

Setembro 18, 2008

*Este texto foi “encomendado” por uma ativista que está iniciando trabalhos e divulgações sobre defesa do meio ambiente.

As razões são muito simples, mas estão ligadas a fatores complicados e profundos. Pergunta-se: O que mais desmata nossas florestas é a pecuária e a agricultura, certo? E o desmatamento está ligado à todas as questões do meio ambiente, certo? Extinção de animais, extinção de plantas, aquecimento global, descontrole em vários eixos.

Acho triste passar por estradas e ver aqueles enormes campos sem nenhuma árvore, quase todos com culturas de agricultura básicas, como a soja, o milho, e o trigo. A soja é provavelmente a que mais cresce no Brasil e a que mais avança na Amazônia. Como se isso não bastasse, a maior tristeza vem em seguida, pois apenas 3% de toda essa produção é para o consumo humano. Vejamos bem, o Brasil possui (não lembro a quantidade exata) um número de bois e vacas que em alguns anos, poderá ultrapassar o de habitantes humanos. (Esse dado está no documentario “a carne é fraca”, que pode ser visto no youtube ou adquirido em dvd por esse link: http://www.institutoninarosa.org.br). Agora, imagine o tanto que uma vaca de 600 kilos (ou mais) come por dia de ração. Além disso, grande parte dessa soja brasileira é exportada para paises da europa, para o japão, etc.. Países que não tem uma grande quantidade de terra e que tem indústrias “avançadas” que já perceberam que abrir um grande campo pra criação de gado no pasto não dá tanto lucro se criarem eles emconfinamentos. Então, o que acontece? Muito simples, eles importam nossa água e nossa floresta.

Ao contrário do que a grande mídia diz, a maior parte da água que nós, humanos, usamos, não é em casa tomando banho, lavando a roupa, lavando a calçada, etc… A maior parte da água está em nossa alimentação, o
racionamento da água está ao nosso controle, à nossa escolha. Mas o que a indústria da carne faz? Usam enormes quantidades de água nas plantações para produzir ração para vacas, para que depois o animal se torne o alimento. Mas essa relação é esdrúxula, (e olha que eu nem to entrando na parte ética de matarmos um animal que sente dor, medo, angustia e tem noção de sociabilidade como nós) pois “são necessários até 30.000L (trinta mil litros) de água para produzir 1kg (um quilo) de carne, mas apenas 150 (cento e cinqüenta) litros de água para 1kg (um quilo) de trigo”. Ou seja, optar pela carne, significa dizermos que preferimos continuar num vício à secar as torneiras.

Estamos num desequilibrio gigantesco, criamos uma cadeia de alimentação para nos alimentarmos mal, para termos doenças, desmatar o mundo e deixar outros com fome, visto que inserimos o gado de tal forma em nosso planeta, que pulamos por cima de um simples conceito: produzir para nos alimentar. Usamos nossa agricultura para alimentar a indústria milionária da carne e gerar uma escravidão animal para termos um “luxo” na mesa.

Portanto, além de ser um problema ambiental, a comilança de carne é um problema social e ético. Pesoalmente, não acredito que a gente possa lutar por causas ambientais sem mudar a nós mesmos. O vegetarianismo é um simples ato, não é um bicho de sete cabeças, não é dificil, a cada dia fica mais facilitado para mudarmos nosso hábitos. Mesmo que a publicidade faça os seus milagres a favor da carne, do leite, do ovo, etc. não é dificil notarmos as enormes contradições, só precisamos focar nas verdades e procurar soluções que tenham alguma eficácia, de fato. Para quem fala em defesa do meio ambiente, não incentivar o desmatamento de florestas e o uso racional da água é o mínimo que se pode fazer, não? Pois isso é o básico para sobrevivencia da vida na Terra. Então a hora é agora, chega de levarmos no nosso prato o que mais destrói o planeta.

Vinícius



Quantos erros…

Junho 16, 2008

“Cada vez que mata um animal, o estudante se torna mais insensível. Tais práticas levam a danos sistemáticos e progressivos na capacidade de sensibilidade e produzem mudanças de personalidade”

George Russell, da Universidade Princeton (biólogo)


Diga NÃO aos testes em animais.

Maio 14, 2008

Pergunte aos testadores por que eles experimentam em animais e a resposta é: ‘Porque os animais são como nós.’ Pergunte à eles por que é moralmente correto experimentar em animais e a resposta é: ‘Porque os animais não são como nós.’ A experimentação animal assenta-se numa contradição lógica.”

“Ask the experimenters why they experiment on animals, and the answer is: ‘Because the animals are like us.’ Ask the experimenters why it is morally OK to experiment on animals, and the answer is: ‘Because the animals are not like us.’ Animal experimentation rests on a logical contradiction.”

-Professor Charles R. Magel


Propaganda e Leite de Vaca

Abril 25, 2008

Cada vegano tem suas particularidades na sua conduta. Acredito que podemos dividir ou criar inúmeros grupos dentro dessa perspectiva, mesmo que todos tenham o objetivo comum no final, abolir o sofrimento animal. De qualquer forma, dentro das particularidades que existem, posso citar a preocupação com a saúde.

Primeiramente, creio que não exista ninguém que possa dizer: “eu não me preocupo com minha saúde”, pois isso é instintivo. Se te oferecerem pregos pra comer, você simplesmente os recusa sem precisar dar explicações. O prego é um material usado para juntar, prender e grudar coisas, normalmente seu uso é dado com a madeira. O leite de vaca é um líquido extraído da mama da vaca pelo filho(a) da mesma, e tem como objetivo dar todos os nutrientes necessários para um crescimento e desenvolvimento do ser vivo. O leite materno da mulher têm a mesma função.

Essa super explicação valiosa que acabei de dar não é ensinada na íntegra em praticamente nenhum lugar. O motivo disso é o que preenche nossa existência, assim como a espuma de leite enche um copo – pobre engano. A propaganda inculcou na mentalidade humana a noção de naturalidade para ações que não correspondem às funções naturais e de reprovação pelo natural verdadeiro.

Se comer prego não é certo, pois ele obviamente tem outras funções, recusar-se à tomar leite de vaca seria tão normal quanto, pois o leite da vaca tem também suas funções e elas não nos dizem respeito.

A destruição do natural vem com o consumismo, com a necessidade de vender e assim, de produzir sempre mais e de empurrar sempre mais, não importa à que preço.

Tenho em mãos propagandas em que se exaltam um produto por conter lactose e no mesmo folder, propaganda que exaltam produtos por não conter lactose. Isso se chama mercado. Ele passa por cima de qualquer idéia e de qualquer suposição, ele busca englobar tudo à sua volta para que possa vender. Tudo é saudável, tudo faz bem, mas nada é como realmente é.

por Vinicius Z.


Libertação Animal, Voltando à Mãe Terra

Abril 21, 2008

Ouve-se por aí muitos discursos de que o vegetarianismo é uma forma de ascetismo, separatismo, que o ato de não comer carne tira os humanos da cadeia alimentar natural e, portanto, os afasta da natureza.

O vegetarianismo, ou ainda, o veganismo, é antes de tudo um boicote à artificialidade da sociedade industrial que –esta sim-, além de estar destruindo o meio ambiente, afasta os humanos cada vez mais da natureza através: da agressão, que destrói todos os demais animais e habitats, deixando apenas o homem moderno e suas cidades intactas; da extrema higienização, que aumenta o abismo entre nós e os demais seres; e da maquiagem (de seus produtos), que nos impede de ver o que realmente está a nossa frente. Sendo assim, não é nada senão um equívoco acreditar que comer carne aproxima uma pessoa da natureza, há uma grande distância entre viver de modo natural e acreditar viver nele habitando uma cidade contemporânea.

Finalmente, o que pode ser mais compactuado com a natureza do que o vegetarianismo? do que prezar pela liberdade dos animais? Nada. Prezar pela harmonia entre as espécies é hoje a única forma de lutar por uma integração do homem com a natureza, integração essa que já se encontra quase extinta, mas que, com esperança e perseverança, militantes da libertação animal tentam reconstituir.

texto: Hanna J.